O WhatsApp vai compartilhar mais informações com o Facebook, e agora?

Se você é brasileiro e usa um smartphone para se comunicar, então é muito provável que você tenha uma conta no WhatsApp. Afinal, são mais de 120 milhões de usuários no país. Mas nas últimas semanas, toda essa gente foi surpreendida por um aviso do próprio aplicativo, informando que a sua política de privacidade iria mudar. Muitas pessoas ficaram sem entender muito bem o que isso significa, por isso, neste artigo, pretendo explicar os principais pontos a serem alterados pela plataforma. Com todo o burburinho que o anúncio das mudanças causou, o WhatsApp acabou adiando o início das novas medidas do dia 08 de fevereiro para 15 de maio. O que diz o anúncio?                                      O WhatsApp anunciou o compartilhamento de informações com o Facebook. Desde 2014, o WhatsApp pertence ao Facebook e desde 2016 algumas informações já são compartilhadas entre si. Na época, os usuários tiveram um período de 30 dias para decidir se iria ou não aceitar esse compartilhamento. Atualmente, você já não pode mais fazer essa escolha. Mas, afinal, quais mudanças isso acarreta? A principal mudança, segundo o WhatsApp, refere-se à interação de usuários com empresas. O objetivo desse compartilhamento de informações é facilitar o processo de compra e venda via Facebook, através de contas comerciais cadastradas no WhatsApp. Além disso, os dados gerados nessas interações por WhatsApp podem ser usados pelas empresas para direcionar melhor os anúncios feitos no Facebook e Instagram. De certa forma, o que está sendo esperado é uma facilitação nas operações de compra e melhora na eficácia dos anúncios. O Facebook poderá acessar minhas conversas? A princípio, não. Se você estiver falando de você enquanto pessoa física que usa o aplicativo para falar mal do coleguinha da empresa, pode ficar tranquilo. Conversas entre duas contas pessoais estão protegidas por criptografia e, por isso, não podem ser acessadas nem pelo próprio WhatsApp nem pelo Facebook. Agora, se estivermos falando sobre conversas com contas comerciais, aí a coisa muda de sentido. Contas comerciais não possuem a criptografia garantida, isso porque, muitas vezes, elas optam por ferramentas que gerenciam essas mensagens, vendidas por empresas terceiras – como a HotMobile J. Por isso, como existe esse terceiro armazenando informações, o WhatsApp não pode garantir a criptografia. Daí vem a importância de se contratar uma empresa de confiança que não vazará as suas informações – como a HotMobile J.  E é só isso que mudará? Não, apesar do WhatsApp afirmar que as mudanças na política de privacidade estão voltadas para a relação entre empresa e consumidor, muitas outras novidades estão previstas no anúncio. Os principais pontos que serão coletados daqui para frente são: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas, além de dados sobre a localização do usuário, mesmo que ele não esteja com esse recurso ativo. O que deve ocorrer agora? O WhatsApp é o maior aplicativo de mensagem do Brasil e, mesmo que tais mudanças tenham gerado um burburinho inicial, é difícil afirmar se o app perderá força no país. No seu ciclo de amigos, alguém desinstalou o WhatsApp por conta disso? Você acredita que mais pessoas deixarão de usar o app depois dessas mudanças? Até agora, parece que a soberania do WhatsApp ainda não está ameaçada. Somente o tempo poderá nos provar o contrário. Se você gostou desse artigo, imagino que você também irá gostar desses aqui: