Toda hora um novo termo surge na internet e a gente tem que correr para entender o que ele significa. O cancelamento foi um desses termos.
Há alguns meses que o assunto não é outro – quem tem acompanhado o BBB bem sabe disso. Mas indo além dos influenciadores digitais, será que as empresas também podem ser canceladas?
Isso é o que você vai descobrir ao longo deste artigo.
O que é cancelamento?
O cancelamento tem sido o terror para alguns influenciadores digitais. Após serem pegos fazendo algo errado ou terem um discurso indevido, inapropriado, essas pessoas afirmam sofrerem graves sanções da internet: são canceladas.
Mas o que seria cancelar? Em tese, as pessoas canceladas perdem significativamente em termos de audiência, perdem contratos e precisam se recompor.
Conseguiu pensar em uma pessoa cancelada? Aposto que foi a Karol Conká. Sim, ela foi cancelada após sua participação no BBB 21, perdeu seguidores, contratos e dinheiro.
Mas, felizmente ou infelizmente, cancelamentos não duram para sempre.
A cantora já está embalando uma série documental sobre ela mesma no serviço de streaming Globoplay e, dando um tempo das redes sociais já desde que deixou o reality, tudo indica que o descanso de imagem irá levar a uma volta mais comedida.
Para outros influenciadores o cancelamento nem chega para tanto. Festas na pandemia, por exemplo, foi um dos principais motivos para que se falasse de cancelamento de algumas subcelebridades.
E o que aconteceu depois? Nada, depois de um bom pedido de desculpa e um período de reclusão, a vida volta ao normal e os cachês também.
Para empresas, há cancelamento?
É claro que empresas podem ser cobradas por suas atitudes pelos internautas. Ao invés de cancelamento, essa atitude recebe um outro nome: boicote.
Mas, assim como o cancelamento, boicotes não são eternos e, por vezes, não surgem quase nenhum efeito prático.
Isso se torna evidente quando falamos de grandes empresas. Um exemplo é o caso do supermercado em que um homem negro foi assassinado pelos seguranças. No mesmo dia, a internet estava lotada de indignação. E o que ocorreu depois?
Notas com pedidos de desculpa e promessas de que o treinamento dos funcionários seria mais qualificado. Mas o mesmo supermercado já havia tido outros 6 casos de violência… Na bolsa de valores, as ações da empresa caíram por um dia e voltaram a subir nos seguintes.
E para pequenas empresas, também é assim?
Pequenas empresas devem ser mais cuidadosas. Diferentemente das grandes que possuem uma equipe de gerenciamento de crises exclusivas, para as pequenas, lidar com situações de boicote é muito mais difícil.
Por isso, mantenha sempre os valores da sua empresa alinhados com os do seu público. É importante que eles saibam o que a sua empresa pensa e, assim, crie uma identificação com ela.
É claro que o ideal é que esses valores estejam relacionados à práticas de boa convivência e, acima de tudo, o respeito ao próximo.
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