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Fui Salvo por um SMS – A História de um agente de segurança

Da minha casa até a garagem da empresa eram apenas 20 min. Lá era o meu local de trabalho há 5 anos. A área de segurança sempre foi para mim um trabalho sério, por isso, sempre me considerei disciplinado no cumprimento dos procedimentos.

Entrada e saída da empresa, rotinas com o armamento, comunicação entre empresa, colegas e clientes. Tudo sempre funcionou muito bem. Sem ocorrências durante todos os anos de serviço. Um trabalho que exige atenção, mas que para mim era tranquilo e satisfatório.

A empresa fazia a gestão total de numerário. A minha principal atuação era nas operações de transporte de valores. Normalmente, o mesmo roteiro e clientes diariamente. Farmácias, Postos de Combustíveis, Casas Lotéricas. Dificilmente sai da cidade onde morava, ficando entre lojas, bancos e garagem da empresa.

Surgiu um cliente no interior do estado. Um conhecido empresário de um pequeno município. Depois entendi quem ele era. Fazendeiro, influente na política da região e dono dos principais comércios da cidade que tinha cerca de 22.000 habitantes. Nunca imaginei que por lá viveria o dia mais inesquecível da minha vida. 

Em uma terça-feira seguimos para fazer aquele serviço especial. Aquele dia seria reservado para aquela operação. Tempo de viagem maior para ir e vir. Carro inspecionado, valores revisados, rádios comunicadores preparados, era a hora de executar a estratégia.

Os valores, que representavam quase 500.000,00, seriam buscados naquele dia. No retorno, que seguia sem alterações, passamos por uma estrada um tanto deserta, mas era a única opção.  Estávamos há cerca de 40 min. do local da coleta. Seriam aproximadamente mais 4h até chegar na capital. Carro suspeito atrás, há 5 minutos. Poderia ser apenas uma coincidência. Em 5 min. mais um carro ultrapassa e assume a dianteira. O cenário que só conhecia até então nas simulações e treinamentos. Apesar da surpresa, já sabia o que fazer. 

Primeiro passo, falar com a garagem. Inexplicavelmente, sem conexão. Segundo passo, entendendo que de fato era uma ação de bandidos, pedir apoio da polícia. Neste momento, olhei para Marcelo, o motorista. Olhar fixo, um condutor profissional, porém suava muito. Não era diferente comigo.

Utilizei o celular, mas quase como por uma sina, não tive sucesso naquela ligação. O sinal dos bandidos já era suficiente para entender que estavam dispostos a iniciar um confronto. Foi o Daniel, ao meu lado, que como em uma tentativa já desesperada de se comunicar, fora totalmente dos padrões que havíamos aprendido, enviamos um SMS. Delírio! O momento exigia uma ação rápida. Intermináveis 15 min se passaram entre o envio do simples torpedo para a empresa e a interceptação da polícia próximo a uma cidade mais a frente. Milagre!

No mundo superconectado, com diversos aplicativos, foi o SMS que nos salvou. A partir dali ele faz parte das estratégias comunicacionais em situações de crise da empresa.  

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